“Nossa, quanta bagunça, menina! Gritava minha mãe quando chegava ao meu quarto, mas eu nunca me importei, pegava as coisas e jogava tudo dentro do guarda-roupas, fui fazendo o mesmo com meus problemas, joguei-os tudo dentro do coração. Fui entulhando tudo dentro de meu peito, que a essas alturas já deve estar sobrecarregado. Eu não sei ao certo quando tudo isso começou, digo quando comecei a jogar tudo dentro de meu coração. Mas tenho uma especulação que fora depois do fim do meu amor. Sabe, quando ele partiu. Desde então, não tenho tempo -ou paciência para resolver problema algum. Entulho mesmo!É como ir à um bar e tomar doses de problemas: Marca na conta, outro dia resolvo-os.Qualquer hora sei que a bagunça vai sair fora dos conformes, mas dou um jeito, sempre foi assim, dando jeitinho em tudo.

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